Uma cadeia de acontecimentos me trouxeram a este momento. Momento em que sento e escrevo... Ontem recebi um texto, atribuído a Pedro Bial, sobre "ser Gay" e hoje ouvi um "Homem" chamando o outro de "viado"... Pergunto-me porque isso se tornou algo negativo, porque? o que tem de menor nisso? Sou temente a Deus, sou inteligente, íntegro, honesto, bondoso. Se fosse "hetero" seria, definitivamente, o marido que qualquer Mãe iria querer pra sua filha, um ótimo partido! Mas como não sou, sou Gay, não "presto", a minha orientação sexual é utilizada para ofender os outros... ela é nivelada a: ladrão, assassino, prostituta... e, o pior, não tem justificativa pra isso. Porque o ladrão rouba aquilo que é do outro. O assassino tira a vida do seu semelhante. A prostituta vende seu sexo, seu amor. E o gay? o seu erro consiste em amar uma pessoa do mesmo sexo. Não, ele não ofendeu ninguém, não matou, não roubou, não se vendeu. Ele se aceitou... ele sucumbiu ao seu coração, a sua natureza. E isso o torna "nojento", como muitos "moralistas" enchem a boca pra falar. Sabe o que é nojento? eu te digo: ódio me dá nojo, intolerância, violência. Mas porque dois homens ou duas mulheres se beijando daria-me nojo? são dois "seres" que se amam, ou se gostam, vivenciando o sentimento. O mesmo sentimento que te ligou a sua namorada(o), a sua esposa(o), amante...
Sabe o que seria interessante? se você por alguns instantes pensasse na seguinte situação: você foi transportado para o mundo do "avesso", lá o "normal" é Homem com Homem e Mulher com Mulher. Lá, é "nojenta" a ideia de um Homem e uma Mulher se beijando, apesar disto acontecer, exatamente como aqui, só que o "avesso". Já pensou como seria viver neste mundo? você não poderia olhar aquela Mulher/Homem bonito que vê na rua sem ser julgado, ofendido ou morto. Você não poderia andar de mãos dadas com o amor da sua vida, não poderiam deitar-se na beira de praia, abraçados, e vê o por-do-sol, não poder passar o Natal com seu amor E suas famílias juntas, não poder levar a pessoa que você escolheu para passar o resto da sua vida para a festa da empresa, ou pior, levar uma amiga fingindo ser sua namorada porque os colegas já estão te "cobrando" alguém... difícil, né? Você sabe o tanto que sentimos falta disso? Não sabe, talvez não se importe, e nem ao menos quer saber... Somos "pervertidos" e ponto. Ahhh, a delícia de julgar, a facilidade que temos de condenar. Eu também julgo, condeno. Afinal não sou diferente de vocês. Ou melhor, sou diferente em um aspecto. Julgo, até condeno, mas não descrimino. Acho que o que "nos" queremos de vocês é pelo menos isso: Nos julgue, nos condene. Mas vocês não têem o direito de nos ofender. Estou ouvindo aquela música de Padre Zezinho, Um certo Galileu. Lembrei-me da máxima de Jesus que diz: "amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". Ele não disse: amai-vos uns aos outros, contanto, que o outro seja heterossexual, como eu vos amei. Ele pede o amor indiscriminado. Mas que besteira a minha apelar pra Jesus. É tão démodé! Os intelectuais, com o dedo em riste, apontariam a minha falta de argumento... Deixa pra lá, já cansei deste texto!