domingo, 27 de setembro de 2009

Arbitrário...

E não é que Shakespeare já pensava sobre a arbitrariedade do signo linguístico...


"Julieta - Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume.
Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título.
Romeu, risca teu nome e, em troca dele, que não é em parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira.

Romeu - Sim, aceito tua palavra, Dá-me o nome apenas de amor, que ficarei rebatizado.
De agora em diante não serei Romeu."

(Shakespeare - Romeu e Julieta)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Heterofóbico...

Desconheço a autoria, mas é interessante quando se troca apenas um termo e o discurso passa a fazer ainda mais sentido. Hetero, Homo, Bi, Pan, qualquer tipo de sexualidade tem que ser respeitada.

"Preciso confessar: SOU HETEROFOBICO

Preciso confessar: sofro de heterofobia. Não consigo achar normal duas pessoas de sexos diferentes se amarem. Minha religião não permite! Como pode um homem dar prazer a alguém com um corpo tão diferente do dele? Ele nem sabe que prazer uma mulher sente de verdade ao ser tocada e vice-versa. Como um hétero pode ter certeza de que é heterossexual se ele nunca ficou com um ser do mesmo sexo? A heterossexualidade, na verdade é apenas uma fase, vai passar um dia, após a adolescência.

Seu filho é hétero? Coitado! Mas, não se preocupe, é apenas modismo, ele quer ser hétero só porque viu aquele casal hétero na novela, bobo. Aliás que pouca vergonha se tornou a televisão e o cinema?! Exibem cenas de sexo hétero a todo momento. Isso devia ser proibido, pois pode obrigar as crianças a se tornarem heterossexuais. Mas a bem da verdade os heterossexuais são seres promíscuos. P-R-O-M-Í-S-C-U-O-S! Não podem ver um rabo-de-saia que já estão gritando "gostosa", são pervertidos. Ou você já viu um grupo de pedreiros gays gritando "tesão" quando passa o vizinho sarado? E quando se reúnem vários héteros, então? É uma putaria sem fim. É só ter uma micareta, um festival de axé, que os héteros ficam se pegando feito animais no cio, e no dia seguinte a rua fica cheia de camisinhas usadas.

Isso sem falar na competência dos héteros. Por que uma empresa contrataria alguém tão conformado, sem criatividade e que vai dar em cima de todas as funcionárias, como um heterossexual? Não, não, héteros precisam de cartilhas a todo momento, para dizer o que é certo ou errado, não contrate-os. Fora isso, eles costumam sair à noite e ir a boates e ficam beijando na frente de pessoas que não estão acostumadas a ver isso, eles deviam se dividir em grupos, se afastar da sociedade e colocar na porta: "aviso: boate hétero".
Onde está a moral hétero, hein? Olha o número de adolescentes grávidas no Brasil! Héteros não amam, eles só pensam em sexo! Dispensa comentar acerca das doenças sexualmente transmissíveis, né? Héteros são lotados delas! Afinal não há mais grupos de risco e sim comportamentos de risco e quem sofre cada vez mais com a AIDS são as mulheres casadas. Héteros são um problema de saúde pública, não sei porque não tratam a heterossexualidade como doença (e ainda querem me impedir de falar heterossexualismo, que frescura!).

Héteros não tem condições de criar uma família. Os homens héteros pensam apenas em futebol e cerveja, largam as esposas em casa para irem aos estádios de futebol, ou para se reunirem com os amigos no bar da esquina. As mulheres héteros só querem saber de cuidar do cabelo, fazer compras e até esquecem os bebês no carro para ir ao shopping. Existem registros de casais héteros, que geraram seus filhos biologicamente e foram capazes de atirá-los pela janela e até na lagoa. Onde está o futuro de uma criança com um hétero?

Na verdade pode ser falta de espiritualidade. Héteros devem ser pessoas afastadas de Deus, que não sabem seguir as regras do Senhor. O inferno tá cheio de héteros, queimando por suas vidas impuras. E Deus, O ser superior que ama a todos, jamais perdoaria alguém que ama um sexo diferente. Devemos alertá-los para deixarem de ser héteros, antes que seja tarde demais para voltarem a uma vida normal!

E o que é pior é saber que ser hétero é uma opção, uma escolha. Ou você não se lembra? Lembra sim, safado! Quando a criança faz 12 anos, os pais apresentam um menu e perguntam: "Meu filho, você agora precisa decidir se vai gostar de homem ou de mulher. Você prefere ter uma ereção ao ver a Britney Spears ou o Ricky Martin ou ambos?". É tudo escolha, nós exercemos total controle sobre nossos sentimentos e sexualidade desde o nascimento. Chega disso, chega de heterossexuais, de suportá-los infiltrados na sociedade! Se eu tiver um filho, eu quero que ele seja gay."

domingo, 21 de junho de 2009

Cacos...

Tenho nas mãos, nesse momento, vários pedaços do que sou e do que fui. Os tenho em mãos porque ao tentar subir além do teto, que era meu limite, o vaso que fui caiu e quebrou-se. Dele fez-se mil pedaços. Cada um inteiro, na sua incompletude. Cada um Incompleto, na sua inteireza. Olho o que fiz e questiono-me as razões que nos movem.
Porque essa necessidade de ir além de si e do outro?
Porque essa sede de transcender o limite?
Porque não gosto de limites se são o que me diz o que sou e o que posso? Malditos desenhos animados!
Fizeram-me acreditar que é possível ir além dos meus limites e continuar sorrindo.
Se bem que agora eu já sorrio, tenho em mim uma gloriosa fúria de viver em que quanto mais dói, mas feliz eu me sinto.
Explico-me:
A felicidade é uma droga. Ela nos deixa imprudentes e insensíveis ao mundo ao nosso redor. Não vemos o que tem de ser visto e mudado em nós.
Só seguimos rezando pra que aquilo dure , mas quando acaba, sim, porque sempre acaba. partimos em busca, louca, por aquela sensação . Não, não vamos em busca de quem partiu e sim de um próximo que possa, em nós, despertar aquele sentimento viciante. Foi Nietzsche quem disse: "Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objecto desses desejos." Somos, em última analise, Drogados. E nossa droga chama-se amor. Ah! Que droga!

domingo, 24 de maio de 2009

Sou de seda

Sou quem sempre esteve cercado de Amor. Amor de Mãe, Pai, Irmão, Amante, Amigo. Sempre estive com. Nunca fui só. Ultimamente, apesar disso não ter mudado, fui tomado por uma carência destrutiva e faço, hoje, uma retrospectiva dos últimos acontecimentos e pergunto- me como posso ter fechado os olhos para tanta coisa? Amigos questionaram minhas atitudes, escolhas e Paixões (?), diziam: “Oxe! Não tem nada haver contigo....” mas eu continuava, continuei. Foi importante para aprender que mundos não devem ser misturados. Existem realidades que se contrapõe de forma quase física. Fui vítima de uma matemática perigosa: Carência + curiosidade = BUuuuuummmm!
No fim, foi bom ter acontecido. Doeu, sim doeu, mas agora, acho, minha carência está sob controle e minha curiosidade devidamente posta em seu lugar, saciada. Estes acontecimentos me ajudaram a me perceber novamente. Quem me percebo ser pode até ser Feio, Excludente, Preconceituoso (Não é Aislan?), mas é quem sou. Não entendeu? Não tente. Saiba somente que sou uma colcha de retalhos. Sendo que meus retalhos são de Seda e não de Chita.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Parei...

Parei de Beber, Parei de Beijar, Parei de Procurar... Parei de...
E ainda assim há vida em mim. Mas não qualquer qualidade de vida, a que aqui está, é uma melhor. Uma onde eu me pertenço. E posso, com isso, pertencer ao outro sem medo de afogar-me no mar das relações humanas. Não há o esquecimento da minha subjetividade. E o meu amor respeita o espaço de significação do outro. Ele não me esmaga e eu não o sequestro de si.


Guimarães, Diga-me: o que eu quero? Seja minha voz!

"Ah, acho que não queria mesmo nada, de tanto que eu queria só tudo. Uma coisa, a coisa, esta coisa: eu somente queria era - ficar sendo!"
(Guimarães Rosa)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um anjo...

Tive uma noite horrível. Não dormi. Chorava de forma compulsiva. Que dor mais excruciante a que me tomava. Levava-me por um mundo de perdas. Estava certo de ser um perdedor. Nunca havia ganhado nada nesta vida... Só acumulava fracassos na minha caminhada. Chorei, chorei e ainda chorarei. Mas não agora. Porque as 03h00min da manhã um anjo visitou-me a alma e, de forma doce, perguntou-me:
-Porque choras?
Iniciei a narrativa de todas as dores que me consumiam e ele ouvia com um sorriso quase debochado nos lábios. A certa altura aquilo me deixou sem jeito, com vergonha, encabulado mesmo e, então, perguntei impetuoso:
-Meu sofrimento te diverte?!
Ele respondeu sem se abalar:
- O que me diverte não é o seu sofrimento, mas olhar par uma alma cheia de Vida e Valores, um Homem de Boas Feições, Inteligente, com Amigos dispostos a tudo por ti e vê-lo lamentando-se por uma pedrinha insignificante que entrou no seu caminho. É divertido o valor que VOCÊ dá a quem pouco importa ou importa-se. É divertido vê-lo fazer-se sofrer como que por esporte. E se quase dou gargalhadas é por imaginar sua cara ao lembrar-se desta situação daqui a alguns dias ou meses. Então, você irá rir comigo de todo esse mar de insignificâncias que agora te afoga a alma. Mas chore, Pequeno, pra que não reste mais nada quando acordar deste sono que agora dorme a quem muitos chamam de paixão.
E ele se foi. Ainda rindo. Mas agora seu sorriso não era mais feliz. Era um quase lamento por ver uma Pessoa com tanto se lamentando por tão pouco.

domingo, 19 de abril de 2009

Ontem seus olhos levaram-me a um lugar que achava não ser mais possível chegar. Hoje seus olhos deixaram-me vazio, derrotado, nada. Achei que havia alguma coisa em você, algum sentimento para comigo. Mas hoje, vendo-te, eu percebi que não. Como eu fico? O que eu faço com esse amor que nasceu sem me pedir permissão?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Não se É. Se sente...

Ontem saímos e tudo aquilo pareceu mágico, ali, não havia problemas. Só sorrisos, chapéus, fotos, maçãs...
Mas não me enganei, sei que Eles estavam ali, só mantinham-se distantes, a nos observar, sorrateiros, como convêm aos soturnos sentimentos. E o que foi “engraçado” é que ao observá-los eu percebia algo estranho, uma satisfação em seus olhos, não, alegria em seus olhos, o que me deixou confuso.
-Por quê? Eu me perguntei. Porque me ver feliz, fazia meus demônios tão felizes? Mas aí deixei de lado.
Rimos e rimos muito, pensamos e fomos felizes, não foi?
Mas como “Todo carnaval tem seu fim”, não é mesmo Camelo? Tínhamos que regressar ao frio calabouço do ser, à terrível masmorra que outrora foi chamado de quarto para, enfim, sermos consumidos, sugados pelo medo. Pelo turbilhão de dúvidas. E, paralisados, ouvimos, de novo e de novo, tudo. E ouvindo, não vemos mais nada.
Agora tudo faz sentido. Aquela satisfação em me ver feliz era, afinal, a certeza de que quanto mais alto se sobe maior é a dor ao cair.
Espertos. Muito espertos.
E então, eis que surge uma pergunta:
- É real?
-Não! É loucura! .
Medo.
Futuro. Passado. Tudo.
E, então, penso no Poeta. Ele não É, ele sente que É, não se pode Ser. Porque a ele convém o que se sente e o que sente É, sem Ser... Somos todos poetas na vida. Nietzsche está certo. Caramba ! É o desejo, Ei! É o desejo. Não o objeto, acorda!
Daí, começo a pensar n o “tempo”, de Vieira, e como ele parece vagaroso, e é tão difícil esperar, tão angustiante esta IMPOTÊNCIA.
- Quando? Diga-me!!, Quando ele irá se atrever ao meu "coração de cera"? Quando?
- ...
Julgava-o morto quando vivo estava.
-Até quando, Tempo?
-...
Ainda silêncio.
E, então, eis que surge Drummond a gritar:
-Ei!!! “Ninguém responde, a vida é pétrea.”
É, Drummond, ela o é e tudo que nela está também...
Mas chega Chico, o Buarque, e me anima acrescentando:
-“Mas vou até o fim...”.
-E Eu vou!

quinta-feira, 26 de março de 2009

É engraçado como o dia termina.
Começo a ver as experiências que vivemos como dias. E são, considerando que somos eternos. Recentemente um dos meus dias terminou. Confesso que fiquei sem chão, normal. Mas agora, começo a me sentir tão bem.
Será que isso é verdadeiro?
Vejo, também, que há dias de sol e dias de chuva.
Nos dias de sol tudo brilha exageradamente e nós não temos uma visão real das coisas. Enquanto que nos de chuva temos a realidade.
Estou começando um dia chuvoso.
E saí de um momento de sol.
E este dia era tão claro, mais tão claro que não me permitia nem ao menos olhar pra mim. Eu não me via, não via mais ninguém.
Não esta certo alguém tomar contornos de s0l.
Mas ,como eu disse, esse dia acabou. E começo a ver tudo a minha volta com perturbadora acuidade. Lamentar-me não vai fazer as coisas melhorarem.
Mas a partir de hoje, todos os meus dias serão de chuva...
E com isso, além do real eu poderei apreciar a bucolidade da vida, dos homens e da natureza...
E o passado, bom, ele tomara novos contornos, no momento certo.
Perdoar, eis uma linda qualidade...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Clarice Lispector

A lucidez perigos



Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.


Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.


Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.


Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.

Clarice Lispector

"[...]que em breve nos separaremos
E a verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia
Eu agora sei, eu sou só
Eu e minha liberdade que não sei usar
Mas, eu assumo a minha solidão
Sou só, e tenho que viver uma certa glória íntima e silenciosa
Guardo teu nome em segredo
Preciso de segredos para viver
E eis que depois de uma tarde de quem sou eu

E de acordar a uma hora da madrugada em desespero
Eis que as três horas da madrugada, acordei e me encontrei
Fui ao encontro de mim, calma, alegre, plenitude sem fulminação
Simplesmente eu sou eu, e você é você
É lindo, é vasto, vai durar
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama

Não, tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca
E tudo isso ganhei ao deixar de te amar
Escuta! Eu te deixo ser... Deixa-me ser!"


sábado, 3 de janeiro de 2009

Tabacaria

(Álvaro de Campos)

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.


Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.


Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.


Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?


Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.


(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)


Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.


(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)


Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente


Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.


Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.


Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,


Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.


Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.


Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.


(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu."

Eros e Psique

(Fernando Pessoa)

"Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia."

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hoje assistir a um filme com Jodie Foster que se chama "Valente". No filme a personagem vivida por Jodie perde o noivo e fica em coma por 15 dias depois de um assalto. Ela se torna, levada pela lentidão da justiça e pelos acontecimentos, uma "Justiceira"... bom, durante o filme a personagem fala sempre sobre o que se tornou depois daquele dia, fala de uma pessoa desconhecida que vive dentro dela, uma estranha. Em suma, fala sobre como os fatos trágicos, ou não, mudam a gente. Nos tornam outras pessoas, novas pessoas. Nem melhores nem piores, somente novas, diferentes.
No dia 23 de Dezembro de 2000, a ceifadora de vidas, com a delicadeza que lhe é estranha, levou minha Mãe. E fez isso de forma tão rápida e competente que me deixou sem chão. Nada de aviso, chegou, pegou-a e se foi. Não sei quem me tornei depois daquele dia. Aquilo me abalou tão profundamente que ainda estou perdido a procura de um porto. Ela sempre foi tudo pra mim. Foi minha amiga, orientadora, Mãe... minha vida. Ainda me recuso a admitir que ela se foi. Sim, ainda me recuso. Não admito a ninguém, mas me recuso. Fico, as vezes, imaginando que vou encontra-la em um esquina e ela vai me contar emocionada uma história sobre do porque que ela precisou fingir sua morte, que uma organização criminosa que ela combatia secretamente para o governo descobriu seu paradeiro e ela precisou fingir sua morte para nos proteger... isso as vezes me acalma, as vezes me frustra e as vezes me faz rir. Ontem fez 8 anos... e é incrível como esta data passou sem nenhum evento, parece que nós esquecemos a data, de propósito ou não, não importa. Mas o dia passou como outro qualquer, menos dentro de mim. Porque dentro de mim um buraco de magoa, saudades e impotência estava aberto. Uma ferida que não cicatriza. A ceifadora de vidas me levou duas coisas muito preciosas: Minha mãe e minha compaixão. Desde daquele dia não sei mais o que é piedade, compaixão, amor ao próximo. Esta dor me mutilou por dentro me fez duro, sem amor, egoísta. Não sei como voltar a vida. Talvez não tenha que voltar a ela, talvez tenha que me adaptar e tentar melhorar, ou disfarçar esta cicatriz horrível que enfeia minha alma. Ah! minha alma. Me pergunto como a Ceifadora fará sua colheita quando for minha vez... isso não importa, mas me preocupo com as mudança que esta colheita terá nas pessoas a minha volta... A vida afinal, é uma infinidade de consequências. Nada faz sentido, mas tudo esta interligado.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Eu...

Eu sou aquele que caiu e se levantou tantas vezes que não se recorda o porque de ainda está de pé. Eu sou aquele que sorriu sem motivos, mas mesmo assim permaneceu no amor. Eu sou aquele que se perdeu no caminho e, agora, tenta se reencontrar a todo custo. Isso será minha salvação. Só assim serei inteiro. E só se pode completar alguém quando se é inteiro, quando se é completiço. Mas a grande sacada dessa história é perceber que a motivação não é a necessidade de completar o outro mas a urgência de se perceber inteiro, completo e feliz. Consciente disso, sigo em busca do Eu que deixei no caminho das minhas escolhas...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Oportunismo?

Nós passamos tanto tempo sem olhar pra si que quando olhamos não sabemos como interpretar o que vemos. Olho pra mim e não entendo como faço ou consigo o que faço. Estranho isso. Dizem que você é "competente", mas você não sabe qual a formula... O que te diferencia? Qual o seu segredo? Talvez o meu segredo seja não saber para onde vai o barco que é minha vida, talvez o segredo seja simplesmente deixar as velas bem abertas para quando os ventos das oportunidades soprarem você esteja pronto pra se deixar levar pela tempestade das oportunidades... Oportunismo? Talvez... Apesar desta palavra ter uma conotação negativa ela é, também, uma qualidade importante num profissional. É saber ser oportuno, saber o que é oportuno e aproveitar...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Quero sumir. Quero um mapa da minha alma... Há tanto buraco que nem sei mais qual mais profundo... Não sou feliz, não consigo mais ser feliz. Não sabem mais me fazer feliz... talvez nunca tenham sabido... Vivo um engano. Um engano de ser autentico quando não passo de uma fraude. Cheio de lixo ao meu redor e sem forças nem ao menos para pegar um pá... Não sei por onde começar... Não sei o que tem que ser feito. Quero um mapa de minha alma. Quero que sumam comigo... Tenho necessidades, mas só me preocupo com as dos outros... maldito cristianismo... aprendi bem demais as lição... Quero rancor, ódio, raiva... e quero que tudo isso dure, dure e dure... Quero me refazer a partir do zero, voltar ao começo e recomeçar. Uma nova vida, novos erros, mais acertos. Quero ser feliz. Eu não sou uma má pessoa. Sou generoso, sincero, carinhoso, atencioso e... "Não sou nada, nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo... "

...Então acordo e vejo que talvez a felicidade seja somente um ponto de vista...

...Talvez eu seja Feliz...

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

É isso...


Perdão. Quantas vezes é certo perdoar? Não há limites. Mas qual o limite para insistir? Não há limite. Porque enquanto se tem vontade de insistir é porque há, ainda, o que se viver. No fim você percebe que tudo é dor, mas no fim... no fim... no fim... veremos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A vida tem dessas, né? constrói um imenso furacão e te joga no olho... você a tudo observa com uma certa imparcialidade, mas o olho começa a te jogar pra fora e você se vê obrigado a fazer alguma coisa... e o que acontece quando você não faz nada? o que sucede a imobilidade? não é previsível. Esta imprevisibilidade é o que chamam de "desígnios de Deus" ou deuses. A vida te provoca a todo instante. Te desafia, te impulsiona e no fim te pergunta: "é isso, realmente, o que você quer?" e você desiste de tudo, ou segue em frente... ou... não faz nada e deixa a vida seguir e delega aos outros a decisão, o rumo que a sua vida vai tomar.
Penso, e continua a pensar: o que querem de nós? refiro-me aos deuses. Eles, no Olimpo, o que querem? o que esperam? Não sei. Mas gostaria que eles fossem claros, sabe? tipo: "Olhe, quero isso, aquilo e, também, isso outro de você. é possível até os 80?". Mas não. Temos que tatear o futuro em busca de uma direção segura. Talvez por isso muitos poetas se refiram a vida como "uma aventura", afinal é isso que ela se revela ser.
Vivo sempre um dilema, um medo que não me abandona. Temo o dia de amanhã, tanto.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ao voltar, percebi que você estava ao meu lado. Então, foi bom.
Ao partir, notei sua presença na longa viagem.Que bom.
Ao cair, senti sua mão sobre meus machucados.Estou melhor agora...
Ao viver, senti sua falta.
Você, de longe, contemplava-me...

Longe, eu não consigo. Perto, é o que eu preciso!

"I Belive in You!"

Porque Dói?
Porque me machuco!
Porque faço isso?
LOUCO!



sexta-feira, 6 de junho de 2008

Uma cadeia de acontecimentos me trouxeram a este momento. Momento em que sento e escrevo... Ontem recebi um texto, atribuído a Pedro Bial, sobre "ser Gay" e hoje ouvi um "Homem" chamando o outro de "viado"... Pergunto-me porque isso se tornou algo negativo, porque? o que tem de menor nisso? Sou temente a Deus, sou inteligente, íntegro, honesto, bondoso. Se fosse "hetero" seria, definitivamente, o marido que qualquer Mãe iria querer pra sua filha, um ótimo partido! Mas como não sou, sou Gay, não "presto", a minha orientação sexual é utilizada para ofender os outros... ela é nivelada a: ladrão, assassino, prostituta... e, o pior, não tem justificativa pra isso. Porque o ladrão rouba aquilo que é do outro. O assassino tira a vida do seu semelhante. A prostituta vende seu sexo, seu amor. E o gay? o seu erro consiste em amar uma pessoa do mesmo sexo. Não, ele não ofendeu ninguém, não matou, não roubou, não se vendeu. Ele se aceitou... ele sucumbiu ao seu coração, a sua natureza. E isso o torna "nojento", como muitos "moralistas" enchem a boca pra falar. Sabe o que é nojento? eu te digo: ódio me dá nojo, intolerância, violência. Mas porque dois homens ou duas mulheres se beijando daria-me nojo? são dois "seres" que se amam, ou se gostam, vivenciando o sentimento. O mesmo sentimento que te ligou a sua namorada(o), a sua esposa(o), amante...
Sabe o que seria interessante? se você por alguns instantes pensasse na seguinte situação: você foi transportado para o mundo do "avesso", lá o "normal" é Homem com Homem e Mulher com Mulher. Lá, é "nojenta" a ideia de um Homem e uma Mulher se beijando, apesar disto acontecer, exatamente como aqui, só que o "avesso". Já pensou como seria viver neste mundo? você não poderia olhar aquela Mulher/Homem bonito que vê na rua sem ser julgado, ofendido ou morto. Você não poderia andar de mãos dadas com o amor da sua vida, não poderiam deitar-se na beira de praia, abraçados, e vê o por-do-sol, não poder passar o Natal com seu amor E suas famílias juntas, não poder levar a pessoa que você escolheu para passar o resto da sua vida para a festa da empresa, ou pior, levar uma amiga fingindo ser sua namorada porque os colegas já estão te "cobrando" alguém... difícil, né? Você sabe o tanto que sentimos falta disso? Não sabe, talvez não se importe, e nem ao menos quer saber... Somos "pervertidos" e ponto. Ahhh, a delícia de julgar, a facilidade que temos de condenar. Eu também julgo, condeno. Afinal não sou diferente de vocês. Ou melhor, sou diferente em um aspecto. Julgo, até condeno, mas não descrimino. Acho que o que "nos" queremos de vocês é pelo menos isso: Nos julgue, nos condene. Mas vocês não têem o direito de nos ofender. Estou ouvindo aquela música de Padre Zezinho, Um certo Galileu. Lembrei-me da máxima de Jesus que diz: "amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". Ele não disse: amai-vos uns aos outros, contanto, que o outro seja heterossexual, como eu vos amei. Ele pede o amor indiscriminado. Mas que besteira a minha apelar pra Jesus. É tão démodé! Os intelectuais, com o dedo em riste, apontariam a minha falta de argumento... Deixa pra lá, já cansei deste texto!

domingo, 25 de maio de 2008

O "Arquiteto", em Matrix, disse que o problema estava na escolha. O poder da escolha, da decisão. Podemos seguir o caminho que melhor nos aprouver. Temos o que chamam de Livre Arbítrio. Observo, neste momento, as consequências de minhas escolhas. Permiti toda qualidade de gente na minha companhia. Achei que já tivesse separado o Joio do Trigo, mas vejo que nunca conseguirei. Nunca, é muito tempo, mas com certeza não será hoje e nem, tão pouco, amanhã. Deus nos permite a convivência com pessoas de caráter duvidoso (caráter?) para nos ensinar o poder da escolha. Temos que acreditar nas pessoas, no outro, mas não podemos ignorar os fatos, Ele não quer que sejamos burros ou que ofereçamos o pescoço generosamente ao assassino. Ele quer que nós façamos escolhas sem, contudo, perder o amor e o respeito pelo outro.
Tenho uma escolha a fazer. Insistir ou me afastar? Não, já fizeram esta escolha por mim. Afasto-me. Afasto-me de tudo que não quer me entender, não quer me respeitar e, acima de tudo, não consegue ser coeso. Não há sentido nas suas atitudes. As máscaras sempre caem. Volubilidade de temperamento é uma coisa. De valores é outra. De caráter, nem preciso comentar...
Julgamos sermos livres, mas estamos presos a nós. A nossos vícios comportamentais que são mais fáceis de se aceitarem do que de se mudarem.
Vos digo, Amigos, a escolha foi feita. O amor prevalece, mas não mais quererei vê-los. Basta pra mim sabê-los bem. E que bem longe fiquem de mim. Sinto-me mais leve. A dor me levou até vocês... e agora ela me manda pra bem longe...
Adeus...
E, Dor, é bom te-la dentro de mim. E, melhor, é esclarecer quando já escureceu...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Tenho andado chateado com alguns comportamentos. "Amigos" são aqueles que nos entendem e ficam felizes por nossa felicidade. Mas o que são aqueles que só querem a sua companhia pra farra e não entendem que você não tem grana pra isso e preferem acreditar que você mudou porque voltou a namorar? Pessoas assim são difíceis de se conviver porque acreditam no que pensam e não no que você diz. As suas explicações de nada valem. Nada muda. São tão prepotentes que se acham donos da verdade. A estas pessoas deixo uma mensagem: estou desempregado e não tenho dinheiro para ir a Festas, Beco ou OFF... Desculpem, mas eu não tenho como.
Valeu, bom saber que posso "contar" com sua compreensão, ou não!!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Existem pessoas que gostam de ver você infeliz. Aproximam-se e te dão toda a atenção possível, mas se vão quando você está bem. Posso imaginar que fazem isso porque se julgam Anjos de guarda que estão ali quando precisamos, mas não sou tão jovem assim. Elas se vão porque não tem mais do que se alimentar. Alimentam-se da tristeza, da infelicidade e quando ela passa, passa também a vontade de estar junto e partem para parasitar uma próxima pessoa. Boas ou ruins quando vão deixam um buraco. Não quero ser essa pessoa e não sou, mas porque elas se atraem tanto por mim... eu não sei...

Quem sou eu? eu sou o que você nunca vai ter coragem de ser... EU!

terça-feira, 13 de maio de 2008

A estrada está escura... não vejo nada adiante e ao olhar pra traz não vejo de que me lembrar. O passado é escuro, sombrio. O futuro me dá medo. Porque? Não sei onde estou pisando. Falta-me luz. Falta-me Fé! O sol foge como se eu o ferisse ao pedir que ele me guie. Ele não quer me guiar. Julga que eu seja capaz de ver em meio a esta escuridão que me cerca. Eu nada vejo, nada pressinto. Só medo, só dor. Nenhuma certeza. Nada palpável. Entendo os poetas quando choram a saudade de suas infâncias. Nela nós temos certezas. Certeza de que nossa Mãe vai nos proteger, que nosso Pai vai nos alimentar. Uma sensação de que tudo é pra sempre. Que falta me faz essa sensação. Acreditar na perenidade do sentir, do ser. Querer o amor e te-lo. Mas minha Mãe já se foi e meu Pai mora longe. De quem pedir este amor? de quem exigir esta certeza? posso exigir tal coisa? seria sensato pedir tanto a quem nada pode me dar...? termino sem certezas. Afinal, sou adulto!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Te toco e sinto o seu corpo arrepiar. Te beijo e sinto o seu coração disparar. Te abraço e sinto o seu corpo agradecer. Te amo e sinto o seu coração suspirar... Te perdoo e sinto o meu coração temer...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Ahhh!! to escrevendo um conto. Bem bobinho, mas é um começo... Depois publico...

Final de semana. Final de muita coisa. Nunca um fim foi tão simbólico. Nunca um começo foi tão festejado. Uma nova semana, uma nova fase. Ontem fui ao cinema sozinho. Foi bem legal, apesar do filme ser dublado. Odeio filme dublado. Mas até que não foi de todo ruim. Assisti "Super Herói: O filme." Engraçado, exagerado, forçado na maioria da vezes. Fotografia ruim, efeitos visuais duvidosos, figurino superficial... forçado... Mas a experiência sempre é válida. Voltar a ir ao cinema sozinho depois de tantos anos foi uma experiência, uma sensação de recomeço. Um retorno ao velho, mas não ao passado. Talvez uma volta ao bom, ao bem, ao sadio. O fim sempre é um recomeço. Não posso fingir que não vejo mais as coisas que sempre fingi não ver. Elas bateram na minha cara, com força. Até o universo perdeu a paciência comigo. Mas ele já se mostra satisfeito com as mudanças, ou seria retomadas? Uma citação no filme de ontem que remete ao Spider Man foi: "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades". Diz muito, né? Basta você não entender "poder" como força, ou habilidade especial. Pense no poder que você exerce sobre as pessoas, o sentimento que você desperta, a amizade que você oferece. Essas coisas trazem muitas responsabilidades. E não adianta tampar os olhos e se permiti pequenos deslizes. O Universo não perdoa. Pensem nisso antes de abrir a boca e dizer coisas das quais podem se arrepender. O bem é sempre a melhor estrada, ou melhor, pra mim, é a única. Paz e bem a todos e assistam o filme vocês vão dar boas risadas...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

- Aí aí...
- Isso foi um suspiro?
- Foi.
- De que tipo?
- Não sei ao certo...
- Como não sabe?
- Ué? Não sei!
- Foi um suspiro romântico?
- Talvez...
- E eu posso saber por quem, meu querido coração?
- Por você.
- Por mim?
-É. Estou gostando de você cada vez mais. Estou te admirando cada vez mais.
- Sério? Mas antes você não sentia isso?
- Não sentia nada. Mas você voltou a sentir respeito por si. Isto é bom. Maravilhoso.
-Poxa. Obrigado. Mas é só o começo. O caminho é longo.
- Mas você está fazendo um bom trabalho...
- Te amo.
- E eu te amo cada vez mais...
Tem pessoas que não nos fazem falta e só percebemos que não nos faz falta na ausência. Tenho amigos que são assim. Mas há também o outro extremo. Pessoas que não sentimos falta até o dia que nos reencontramos e nos lembramos o porque de o amarmos tanto. O Joio já foi posto de lado. Só o trigo me resta.
"As coisas têm seu tempo certo, Alan. Até podem ser aceleradas, mas será que isso é saudável? Nos dias de hoje, pode-se ver que a maioria das pessoas deseja que as coisas ocorram num movimento mais acelerado e valorizam muito tudo o que é fast: da comida expressa até os amores instantâneos. Mas o vento sobre a montanha tem como imagem uma árvore que se desenvolve lentamente, em seu tempo próprio. É preciso respeitar o tempo da árvore. A natureza, em sua sabedoria orgânica, demonstra que há coisas que demandam lentidão, que precisam ser mais vagarosas. Se você insistir neste impulso de pressa que você aprendeu a ter com a sociedade, irá pular etapas importantes do seu próprio desenvolvimento ou do desenvolvimento dos seus projetos, afetos e das coisas que você deseja ver realizadas. Diante do que você pensou no momento em que consultou o I Ching, Alan, pense o seguinte: é chegado o momento de ir devagar, um passo por vez. Entre em harmonia com a natureza e você aprenderá muito com ela."

quinta-feira, 1 de maio de 2008

É chegada a hora de reavaliar minhas amizades. Separa o joio do trigo. Será que querem me ver feliz? eu vejo que não. Mas não serei benevolente desta vez. Good bye my snackes.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sentir

O sentir é. É o que? eu não sei. Um mar revolto num fim de tarde? Uma brisa quente numa pele suada? Sentir é o nada subjetivo. O que isso quer dizer? não sei. Vejo o sentimento como a maré que vai e vem de forma constante e imprevisível. Mas ainda assim constante. Agora se foi. Agora está de volta. Uma eternidade. Perdido num Dejavu infinito... mas as vezes traz novas sensações e esse novo é perigoso. É perigoso se encantar com as pessoas. Porque não sabemos o que fazer quando o encanto acabar e o sentir persistir. Metemos os pés pelas mãos. O que vem a seguir é o desconhecido. Mas será dolorido, sempre o é. A alegria de sentir é essa aventura, mas a dor nos faz lembrar que toda aventura tem perigos e percalços. Ela, a dor, é o freio que nos faz refletir. Eu estou certo? incrível é que nós nunca estamos. Sentir é... sentir é perder o respeito por si em nome de novas emoções. Ou não. Sentir é a dualidade contida na vida. Maldade, Bondade...no fim são só sentimentos... sentir...
- Você sabe o quer dizer: seleção?
- Lá vem você...
- Ok! olha pra você. O que te deu na cabeça?
- Eu não sei..
- Tenho vontade de te interditar.
- Pára.
- Você não aprende mesmo, ?
- Tá. O que você acha que eu fiz?
- O que?!!
- Não sou escravo da beleza. Nunca fui.
- Certo. É verdade, mas não continue descendo esta escada ou vai terminar em um lugar desagradável.
- Vou subir. Não se preocupe. Foi um erro. Corrigido.
- Cade a razão?
- Não sei. Sumiu faz um tempo. Não me atende, não a encontro.
- Somos somente nós dois, então?
- É. Por enquanto. Sim.
- Fique só.
- Como?
- Fique sozinho. Não queira mais ninguém. Ninguém.
- Porque?
- É chegada a hora.
- Do que você esta falando?
- Acabou, Alan.
- Desistir? como assim?
- ...
- Fale comigo!
- ...
- Não faça isso!
- Pense.
- Em que?
- ...

" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
Mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas
renúncias e loucuras, alguém me valoriza
pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento...e não brinque com ele."

Mario Quintana
É bom lembrar aos poucos que lêem meu blog que nem sempre o que está escrito aqui é sobre alguém. As vezes são coisas que pulam da minha imaginação para o teclado. Os diálogos, principalmente. Beijo a todos.

Sinceridade no diálogo com um Velho.

Sinto falta de mim. Mas só de mim. Não sinto mais falta. Isso foi destruído. Parabéns. Você conseguiu. Mais mentiras...mais mentiras. Não tem fim e nem nunca terá. O velho trás em sua bagagem aquilo que te dá segurança e não permite acrescentar novos itens... Pergunto porque ele só leva coisas ruins. Ele me responde que é o que marcou. E ele leva aquilo que marca.
- Nenhum momento feliz te marcou?
- Isso não importa. Avalio as coisas pelo que deu errado.
- E você já esteve satisfeito alguma vez com alguma coisa?
- Não. Sempre algo dá errado. Sempre há uma pedra no caminho. Mas continuo minha busca.
- Você sabe que isso nunca terá fim, não sabe? Sabe também que você acaba destruindo bonitas flores nesta sua marcha incessante, não sabe?
- O importante é o que eu acredito. Se se machucam é o preço que eles pagam por ter tentado.
- Não te dói amar e desistir?
- Quem disse que amo?
- Eu pensei...
- Pensou errado. Eu amo a mim. Não permito que ninguém me machuque. Chega.
- Velho, e o outro?
- E eu?
- Talvez você esteja certo e eu errado. Mas não consigo ser assim. Ainda não.
- Devia ser. Jovem, o que vale na vida somos nós. O eu. O outro que se preocupe com ele. Eu me preocupo comigo.
- Desculpe, é que as vezes parece tão sujo, tão nojento.
- Seria se houvesse amor, mas não há. Jovem, as coisas tem pesos diferentes para as pessoas. Quando eu digo "Eu te amo" é uma coisa. Quando você diz "Eu te amo" é outra.
- Velho, você já ouviu Ana Carolina?
- Já.
- "Você disse que me amava tanto ontem, eu juro que ouvi..."
- Olhe o peso, Jovem, olhe o peso que as pessoas dão as palavras. São só palavras. De nada valem.
- No fim, nada vale. É isso?
- Nada vale. Nem no fim nem no começo.
- Esse discurso é pra disfarçar um novo amor. Admita.
- Não te devo explicações, Jovem.
- Você me deve sua vida.
- Não te devo nada. Adeus. Você me faz mau.
- Adeus. Você também me fazia, mas aprendi a ver a beleza em meio ao caos que é o seu ser.
- Talvez eu o ame. Ele. Apaixonado eu estou. Agora, você, sei que não amo mais.
- Que bom saber.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Sinto falta do seu cheiro, seu toque, seu sorriso, seu bom dia, seu ronco (rsrs), suas manias todas... sinto falta de acordar ao seu lado e de dormir, também. Sinto falta do seu jeito sério nos momentos em que trabalha. Falta de um pedaço que se foi.
Achei que fosse fácil esquecer-te, mas não está sendo. Quando acordo o vazio ainda está lá e não consigo preenche-lo e olhe que tenho tentado. Pessoas maravilhosas, mas ninguém é você. Como sinto falta do seu cheiro pela manhã... como sinto falta de acordar as 5:00 da madrugada (rsrsr), como sinto sua falta. Meu coração, você mesmo, não ajuda em nada. Você sempre será seu preferido. E ele é muito cabeça dura.
Acordei e ainda sou o que desejaria não ser mais: seu!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Coração...

- Você mentiu pra mim!
- Eu não menti, eu me enganei. Desculpa. Eu não podia adivinhar.
- Você disse "ele", não "eles"... Isso não é justo comigo... eu não posso com isso agora.
- Tá bom, me culpe. Me culpe por querer viver, por querer o melhor para nós. Eu só quero achar a pessoa certa.
- Você tá cansado de saber que não existe pessoa certa. Você sabe. Porque voltar a este estágio? porque se enganar?
- Minha razão está cega...
- Mas meus olhos estão bem abertos. Eu não vou deixar você pular neste precipício!
- Isso sou eu quem decide. Eu vou pular, como sempre pulei. E você vai comigo, como sempre foi!
- Quando isso vai acabar?
- Não sei, não sei! Você vive me pedindo respostas. Porque não me dá respostas?
- Você nunca as ouve... você sempre ouve a razão... é mais cômodo, né?
- Você está sendo injusto, eu sempre te escuto. Mas você nunca é claro, ao contrario da razão.
- Tantos anos e você ainda não é capaz de entender o que digo...
- Olha pra ele, ouça o que ele tem a dizer... só te peço isso.
- Você vai ter que ser mais específico... nesta sua vida... não sei de quem você está falando...
- Eu quero que você ouça quem vier falar. E se encante por aquele que me encantar...
- Isso eu posso fazer... mas amar. Agora não posso. Você sabe.
- Eu sei.
- Não quero reviver nenhum passado, isso não vou admitir. Você sabe de quem estou falando...
- Não se preocupe. Mas a razão me abandona...
- Mas eu posso te guiar, basta confiar em mim. Serei seus olhos e tua boca. Porque dela só sairá doçura...
- Não sei o que seria de mim sem você...
- Vazio.
- Até mais tarde. Ouça o que será dito.
- Ouvirei... ouvirei...

domingo, 27 de abril de 2008

Que desatino é a vida. Que roda gigante é o mundo. Só estou aguardando os próximos capítulos. Tive surpresas demais por hoje... eitcha.
Estou vendo mudanças no horizonte, sejam bem vindas. Demoraram, mas vieram. O aperto ainda está aqui... mas lateja cansado, pulsa com preguiça. Nem mesmo um coração teimoso aguenta tanto... Pena, que pena. Mas de repente ele sangra, grita como um louco com medo do que se aproxima...
Se acalme vai ser bom... se acalme... vai ser melhor desta vez... eu prometo... Ô coração medroso, como pode temer tanto o novo, heim? tem que ser, meu velho amigo, não tem outro jeito. Me dá sua mão, vamos juntos desta vez. Eu, você e a razão. Certo? Combinado então! só me ouve mais, fale mais comigo também. Nós precisamos conversar mais. Quando você estiver cansado me diz, diz o que eu tenho que fazer pra te animar. Você sabe que sou um bom menino. Quero ver você bem, porque se você fica mau eu também fico. Não chore, ele se foi, mas olhe quem vem... olhe, pode ser melhor. Vamos acreditar. Vamos acreditar na vida, vamos aceitar que não podemos nada contra ela. Mais tranquilo? não? Na verdade eu também não estou. Eu sei que você sentiu, por isso não tá calmo. Eu sei. Mas ele está vindo e não vou fechar a porta, você concorda que eu não posso fechar? Que bom. Vamos ver, ? O tempo vai curar as feridas. Deixa ele fazer parte de mim, deixa? Jura que você vai pensar? Fico mais aliviado. Foi bom conversar com você. Até mais... olhe, ele já tá pertinho, pode ver? que bom...

DREZA!!!

"Bonito, texto, Lanzin (tanto o "GOOD BYE MY LOVER, quanto "EU SOU PATÉTICO". Você trouxe nele alguns conceitos que para mim são verdadeiros, porém outros são muito "dramáticos", termo que julgo aqui como nagativista.

Creio que em certos momentos da vida poderíamos viver mais ou até mesmo nascer de novo. Ser um FENIX, por exemplo! E quero que o senhor, meu amado amigo (hoje faço questão de falar de boca cheia, AMIGO) renasça e cresça continuando a viver tudo que "parou" antes..tudo que deixou de "viver" para uma outra vida. Não sei se me entende, acho que já lhe havia lhe dito quando estavámos na ilha.

Deixo o trecho de uma música para finalizar esse textículo que aqui escrevo(aeuaehauhAEUHauha):

Epitáfio - Titãs/Ségio Brito

"Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier..."

te amo, Lanzin...sempre que precisar me procura, viu?!
bjinhos"

Ama vocês.



Amor

Carlos Drummond de Andrade

"Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor."

Andreza

Odeio estes flashs depois da chachaça...

auaehUHAEUAEHuaeheah

sábado, 26 de abril de 2008

Good bye my Lover.

Acredito em alma gêmea. Acredito. A minha deve estar por aí. Em busca de um sonho que não pode ser alcançado. Perdendo tempo com amores vazios, valores inúteis... preocupado demais consigo pra ver o outro... isso te parece familiar? é, isso se chama hoje. Acho que já escrevi isso, mas hoje nós somos itens de consumo. Eu queria ser um item interessante para aquele que quero. Mas há tantas pessoas especiais... vou buscar até meu último dia alguém que esteja comigo e só comigo. Alguém que assim como o padre diz: "Na riqueza, na pobreza, na saúde e na doença. Até que a morte os separe" (pra logo depois os unir na eternidade). Minha alma gêmea está por aí, em busca de que? espero que de mim... não quero mais suporta o materialismo desta sociedade. O amor não vale. Quando eles vão parar e olhar pra dentro? lembrar do outro? lembrar que no fim eles estarão sozinhos... nem dinheiro, nem trabalho. Só. Mas ninguém pensa. O apelo do marketing é o hoje. Afinal, o amanhã não existe. Triste é quando ele chega e você esta vazio, ou melhor, cheio de dores, amores, mas só. O que você fez da sua vida? de que valeu todos os seus títulos? Ah! você tem uma ótima aposentadoria??!! que maravilha... mais dinheiro pra curtir sozinho! Acordem, isso não importa. Gente, sem o amor nada vale. Até quando vão deixar este capitalismo enfeitar seus sonhos e moldar seus valores? Quantos mais terão que sofrer até o dia que percebam, já tarde, que podia ter tudo e hoje só tem a si. Seus Pais vão morrer, isso é um fato. Seus irmãos vão constituir família, não importa a qualidade desta família, mas vão. E você? Sozinho numa cobertura na Graça... cercado de nadas... cercado de fantasmas... é triste.
A minha vida vai terminar ao lado da pessoa que eu amo e cercado de conforto. Porque conforto é muito mais que matéria, é sentimento. Você já parou pra sentir o conforto de um telefonema no meio do dia daquela pessoa que você gosta e ligou para saber se você está bem? tem algo mais confortável? e o conforto de dormir ao lado daquele que te fez cafuné até que você caísse no sono, justo naquele dia difícil que você teve no trabalho? Há conforto maior que um abraço, dele, depois de uma perda qualquer? não, não há. As pessoas percebem tarde o que é valioso na vida. E percebem, também, que o amor não pode ser substituído. Por mais bacana que o outro seja não é ele. Ele não tem aquele olhar que te deixa rindo e te provoca declarações espontâneas de amor. Ele não sabe te abraçar na medida certa. Ele não sabe qual seu prato predileto. Ele não sabe que você não tá legal apenas ao te olhar. Ele não sabe onde te beijar. Ele não sabe como te dar prazer. Ele não é o seu amor. Nem ele nem ninguém pode ser. É sua paixão. Amor é um. Paixão são várias. Vai... vai ao encontro do precipício que te aguarda, e Deus ajude que o amor ainda seja amor... no nosso próximo reencontro... eu torço para que ele adormeça nos braços da eternidade e nunca mais acorde... porque doí, suas dúvidas doem, suas atitudes e suas palavras, sempre tão duras. Um dia me disseram que a vida traz aquilo que você deu a ela. Eu distribui tanta tristeza? eu distribui tanta coisa ruim? me resigno e SIGO. Adeus, foi bom te conhecer.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Eu sou patético!

Tudo voltou, o que eu supunha morto não está. As coisas se mostram como são. Saudade é a certeza da ausência definitiva. Não se tem mais o que se tinha. Não falo da companhia, refiro-me aos carinhos, a voz doce ao telefone, a preocupação. "Doeu foi? Mas já passou", eu não escutarei mais isso. Agora pertence a outro. Por mais que não me interesse saber se ele esta feliz, eu quero saber. Por mais dilacerante que seja o saber não consigo ficar no escuro. Se a luz da lua pudesse me envolver... Ontem assisti a "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", será que ainda vai demorar pra aquilo existir... como queria apaga-lo da minha vida, como queria que esta dor fosse um vazio. Fugir não é o melhor caminho, eu sei, mas que seria mais fácil ir-me daqui, seria. Não poder mais ver, saber. Não mais sofrer... só saudade...
To escrevendo isso sem saber o que fazer... Esta vindo a minha cabeça cenas de vários filmes, o que está acontecendo? Quem assistiu "O casamento do meu melhor amigo"? Quando o amigo dela, no celular, pergunta: Quem está correndo atrás de você, Julli? Ninguém.
Acho que é por aí, não tem ninguém correndo atrás de mim, ninguém nunca correu. Vivo correndo atrás, mendigando amor. Que patético. Talvez eu não me veja com valor, talvez não tenha valor. Isso não importa. O fato que me incomoda é que não tem ninguém correndo atrás de mim... ninguém está atrás de mim, ninguém!

domingo, 20 de abril de 2008

Alguém me leve daqui para um lugar onde exista certezas razoáveis.
Tenho tanta raiva, tanta dor... só falo, escrevo... besteira.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Estou explodindo!! já não sei mais o que pensar... quer me enlouquecer... Você é meu carma... num te digo nada priminho...num te digo nada...

segunda-feira, 14 de abril de 2008



Queria ser assim... feliz...! Mas amanhã vou ser...

É isso aí...

Deixa eu te amar. Queira me amar. Escolhe a mim. Deixa a gente viver. Vamos viver. O precipício esta aí, não vai desaparecer. Vamos nos jogar? Eu pego na sua mão, não a soltarei, nunca. Lembre-se: eu sou o chão e você o ar... me faz voar enquanto eu te trago ao chão... ou vamos voar, juntos, eternamente... Eu cuido, zelo. Você não vai estar sozinho... Fique tranqüilo, não vou soltar sua mão... você esta seguro...Deita aqui, deixa eu ver estes machucados, vão sarar, eu prometo.
Te amo!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

s2

Cheguei em casa e todos os lugares estavam vazios...

quarta-feira, 9 de abril de 2008


Nós vemos cada coisa por aí, cada tipo humano admirável. Ando pensando nisso ultimamente. Deparo-me com uma neste instante. Que tipo... será que vais ser desta vez? já da pra virar novela... poxa! 4 anos... eu tento encarar como um bom vinho... já outros... tem medo, com razão, de mexer no que esta quieto. Eu quero mexer, quero viver... mas não é justo... esqueçamos... será?
Estou acordando cada vez mais alheio a mim. Minha vida não me pertence a tanto tempo. Sempre indo de lá pra cá. De relação em relação... não deixam, mas levam. Minha esperança. Na vida, nas pessoas. Estou vazio, mais uma vez, e começo a me encher, de novo, até quando? Já não procuro amor, sexo... quero carinho, companherismo, verdade...Quero olhar para o seu olho e ver verdade. Eu até posso passar o resto da vida figindo que não vejo, mas é tão sujo tudo isso. Mentiras, conveniências. O que vem a seguir? sempre o fim... que bom! Eu não sou nem de longe uma pessoas perfeita, nem bom, então, deve ter muita gente verdadeira e sensível por aí (se alguém encontrar me liga, me add).

segunda-feira, 7 de abril de 2008

!!!

Cheguei ao precipício. Observei-o longamente. Adrenalina, medo. Mas não há o que ser feito. Tenho que me jogar. Não pode mais... Ninguém tem este direito.

Parabéns, Dreza, pelo texto...

"Estou aprendendo (tentando, seria melhor) a aceitar as pessoas,
mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal que tenho para elas,
quando me ferem com palavras ásperas
ou ações impensadas.
É difícil aceitar as pessoas assim como elas são,
não como eu desejo que elas sejam.
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo (tentando, volto a ratificar).
Estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a me escutar,
escutar com os olhos e ouvidos,
escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração,
o que dizem os ombros caídos,
os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde
por entre as palavras corriqueiras, superficiais;
Descobrir a angústia disfarçada,
a insegurança mascarada,
a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido,
a alegria simulada.
Estou tentando...ou melhor, aprendendo. "
(Andreza Conceição)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

...

Acordei. Olhei para o lado e me faltava um pedaço. Suspirei. Fechei novamente os olhos na esperança que, ao abri-los, as coisas voltassem ao normal. Onde ficou meu sexto sentido? ele me faz tanta falta agora. Nesta relação sem diálogos...ops! esqueci, não foi um sonho... não existe mais relação. Na soma dos pontos eu perdi, não sou bom pra vida toda. Devo considerar isso uma verdade, afinal, uma "instituição" pode falhar na sua avaliação, mas várias...eu não sei... o pior é esta sensação, inconveniente, de impotência. Arestas que não podem ser podadas, porque só se podar aquilo que é sabido da existência. Estou caído, cansado demais para prometer, diminuído demais para se fazer crer... mas este insensato, que é meu coração, suspira e bate cochichando ao meu ouvido: amor, amor...amor... Não me restou forças, me restou dor...dói... O que fazer quando o sentimento insiste em atrelar sua vida a alguém que não te quer? O que fazer numa relação na qual só existe diálogo no fim...e só se ouve "eu não posso mudar, eu só sei ser assim"... isolado de um contexto faz sentido, não é? mas como eu posso saber que quando eu te bato dói se você não grita? ensina-me, vida, a difícil arte de amar sem limites, confere a mim aquilo que todos já consideram um fato, o amor em demasia. Faça com que eu esqueça de mim, mostra-me que é possível o amor que a Bíblia recita... eu tento, tento mas só é erro...só falho... acredito na vida após a morte, mas nunca desejei tanto o esquecimento, a perda total da consciência que a ceifadora de vidas traz consigo em algumas mitologias... quem sabe ela não traga a paz eterna com sua foice...porque sobreviver a morte se não é pra com você recomeçar de novo e de novo...
Quero ter peso, quero significar, quero ser amado, mas não quero isto de qualquer um, quero que seja com você, foi quem eu escolhi para ser uno e o que eu mais quero é entender a sua respiração o seu olhar... Difícil, eu? sou... mas:

"Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Veja em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor."

sábio Mário, muito sábio...

Volta pra nós...inteiro, completo, todo...deixa eu apagar as marcas que a vida te deixou, ou melhor, deixa eu escrever uma nova história sobre estas feridas com cascas tão frágeis... permita-me entrar...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Um música que me fez levantar e me olhar de novo...

Não Vale A Pena
(
Maria Rita)
"Ficou difícil, tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício, ossos do oficio
Pagar pra ver o invisível e depois enxergar
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma
fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado

O velho texto batido dos amantes mal amados, dos
amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida

E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma
fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema, de tão pequeno
Mas vai e vem, e envenena, e me condena ao rancor
De repente cai o nível e eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo como num disco riscado

O velho texto batido dos amantes mal amados, dos
amores mal vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo a mesma velha ferida

E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer
Que é uma pena, mas você não vale a pena"

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007


Um novo início. Esta roda que se chama vida é fascinante. Uma música de Vanessa da Mata diz: "Veja por este ponto há tantas pessoas especiais...". E há mesmo! Só que não quero conhecer todas. Quero que isso chegue ao fim. Será que alguém aí em cima pode me ouvir? hehehe...
Calma aí, estou brincando. Seria bom que chegasse ao fim mas a cada dia que passa "coisas" tão fantásticas e melhores me são apresentadas. É um constante melhoramento inter pessoal que me assusta. Me assusta a capacidade que tenho de me recuperar e renascer como se nada houvesse acontecido. Já não há dúvida quanto a minha última tatoo: uma Phoenix!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Feliz.


Depois de muito sentir e sofrer me recuperei. O tombo foi feio... mas como eu costumava dizer antigamente: é quando me sinto mais fraco que me torno mais forte... Um ciclo se fechou e iniciou-se outro.
As vezes a eternidade me parece bem cansativa...
Mas o que importa é que estou feliz.
Venho logo 2008!

domingo, 25 de novembro de 2007

Vivendo um dia de cada vez...


Quero aprender esta verdade que nos diz pra viver um dia de cada vez... O I ching me disse que era hora de me libertar de velhas cascas e permitir o novo em minha vida. Aí, me lembrei, de Ana Maria Braga lendo uma crônica onde lembrava de um técnica usada na África para aprisionar macacos. Eles colocavam uma banana dentro de um vaso na medida exata de uma mão fechada, impossibilitando que o macaco retirasse a banana de dentro. Sua mão ficava presa, só sendo possível tirar a mão de dentro largando a banana. Mas ele não largava e era aprisionado pelos caçadores. Com quantas coisas agimos assim. Relacionamentos, trabalhos e defeitos. É difícil deixar pra trás algo que parece uma conquista, assim como o macaco, não acreditamos ser possível novas conquistas... nos apegamos a relações falidas pelo simples fato de achar que aquela conquista merece ser valorizada. Temos que aprender a jogar o nosso lixo fora. Aquilo que não serve deve ser posto de lado. Não quero com isso que comecemos a nos livrar de tudo que apresente dificuldades em nossas vidas, existem coisas que valem a pena lutar por que tem futuro. Temos que ter discernimento para identifica-las .
Vemos na sociedade moderna muito lixo, coisas passíveis de uso, até "novas" no lixo. Temos uma sociedade que chegou ao outro extremo da história do macaco, eles buscam de forma incessante novas experiências. Não se luta mais . Descobriu-se que é mais fácil desistir e partir pra outra ou outro. Numa sociedade consumista. Consome-se até a vida alheia. Vivemos numa total falta de respeito pelo outro, este é, apenas, mais um item de consumo descartavel. Porque levar um item que apresentou um pequeno problema à assistência se é existem tantos "itens" por aí??
Terá o homem realmente "evoluído"? o que é finalmente evolução? No princípio vivíamos numa sociedade sem classes e depois "evoluímos" para uma sociedade de castas... evolução!
? eu acho que não!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Até quando esta mão pode ficar estendida??


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o Futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez...
Isso é...Plenitude.

Tudo isso é...Saber viver...EU VIVO INTENSAMENTE E VOCÊ?

What the Hell is that?


Relendo o que escrevi ontem uma pergunta me veio a cabeça: What the Hell is That? eu não faço idéia do que escrevi... Foi tão abstrato que se perdeu com o momento... foi tão metafórico que passou...
Bom, é isso. Achei que devia isto a mim.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Quando chega a noite...


Ontem foi um dia confuso... não sabia muito bem como me sentir. Terrível quando você sente mas não entende o que está sentindo. Há um redemoinho de sensações e de repente você não sabe mais como agir, e então comete enganos. Erros que foram cometidos, provocados (será um teste?). Há algo dentro de mim que esta no controle, eu não sei quem é, como é ou o que quer. Mas ele esta lá, guiando-me por uma noite escura, uma noite que se apresenta de tempos em tempos, fria, solitária e tensa. Mas ela não é um problema pra aquele que esta no controle, o problema é que ele sempre esquece de me tirar a consciência. Vejo o que ele faz os caminhos que toma as pessoas que afeta, não o atinge, ele não se importa mas eu sim! Convenientemente ele se vai quando é chegada a hora de dormir, ele me deixa quando tudo o que resta é minha consciência e ela, incansável, enumera, um a um, todos os meus erros. Será que posso reclamar? ele é o que eu tenho. Sem ele não haveria mais "eu" ou será que haveria? Não tenho forças pra descobrir, não posso manda-lo embora, é ele que está no comando...

domingo, 18 de novembro de 2007

Vamos começar.


Mais cedo estava tão cheio de sentimentos e agora estou vazio... tão decidido e agora tão confuso... talvez a única forma de esquecer algo seja odiando-a... o ódio nos preenche pra depois nos deixar vazios, prontos pra seguir em frente. O segredo é saber a hora certa de parar com ele! Mas o que fazer quando o objeto a ser esquecido é impossível de ser odiado? quando o simples lembrar te dar razão para abrir os olhos e você entende que a vida só vale a pena porque e nela que ele vive. Mas você não o tem, não mais. E agora? o que fazer quando o que os separa não é a falta de sentimentos e sim questões mais profundas, diante das quais você se sente impotente, uma luta que você não consegue vencer só com vontade. O que fazer quando te é exigido uma paciência que é perigosa pois não te dá garantias (mas o que na vida dá?), como mensurar este perigo? Será que o problema é o amor? será que é isso que quer dizer aquela história de que o "amor verdadeiro não espera nada em troca"? o tal amor incondicional... sou forte o suficiente pra ele? não sei... que Deus me ajude a viver e a entender.